Dourados, MS - 21 de Setembro de 2014

06/03/2011 10h15

Período de Carnaval exige cuidado redobrado com Doenças Sexuais

Carnaval, viagens, aglomerados de gente, objetos pessoais compartilhados e uso de banheiros coletivos, tudo muito propício para pegar uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). Sim, essas doenças não são só adquiridas por relações sexuais, então é preciso cuidado.
 

 

“Não precisa somente do contato sexual para adquirir essas doenças; tem que cuidar muito em relação aos banheiros. A herpes, por exemplo, pode ser passada pelo vaso sanitário”, explica Micheli Holtermann Lopes, enfermeira e professora da UNIGRAN.
 

 

Para evitar a contaminação, é preciso ter cuidados simples como o de não compartilhar objetos pessoais como toalhas e peças íntimas. “Muita gente vem de fora, vem dormir na casa da colega e aí esquece a toalha, essas doenças passam assim, o HPV tem mais de cem tipos de vírus que você pode pegar”, aponta Micheli.
 

 

O cuidado com essas doenças é fundamental, pois, segundo a professora, muito se fala na atenção à Aids porque ela não tem cura, entretanto, várias outras DST’s também não têm.  “Quando a gente fala em DST a maioria das pessoas se remetem à Aids e acabam se esquecendo das outras. A Aids, é óbvio, não tem cura, porém, o HPV não tem cura, a herpes e várias outras também não”, diz a enfermeira, que ainda alerta “os índices de incidência dessas doenças também são alto”.
 

 

Relação Sexual

 

As DST’s são transmitidas por outros meios como antes mencionado, mas a maior probabilidade de adquiri-las é por meio da relação sexual sem prevenção. “O único meio de se prevenir é com o uso da camisinha, não é com o anticoncepcional, não é com a pílula do dia seguinte, não é com nada disso, é só com o uso da camisinha”, explica Michele, que também adverte: “é interessante as meninas se lembrarem da camisinha feminina, elas também têm que pensar na proteção”.
 

 

O Ministério da Saúde disponibiliza, gratuitamente, nos postos de saúde, preservativos tanto masculinos, quanto femininos. “O interessante do feminino é que a mulher pode colocar por até seis horas, então ela pode usar antes e é um meio de proteção porque, às vezes, a menina quer ficar com o menino e ele não tem camisinha, então, ela leva a sua”, alerta.
 

 

É importante lembrar que as doenças sexualmente transmissíveis, raras vezes podem ser enxergadas a olho nu. “Essas doenças não precisam estar visíveis para você se contaminar, ela pode estar em um período de encubação e você pode estar transmitindo sem nem saber”, explica a enfermeira. Para ter certeza que se cuidou corretamente neste período de festas, a professora também instrui os foliões a procurar os postos de saúde após o carnaval. Segundo ela, há doenças, como a sífilis, que, se descobertas no início, podem ter cura.
 

 

Além das doenças que todos estão sujeitos a adquirir quando não agem com responsabilidade, as mulheres correm um risco a mais: o da gravidez indesejada. Quanto a isso, a enfermeira explica que é melhor se prevenir para não ter que recorrer à pílula do dia seguinte. “Ela equivale a uma cartela do anticoncepcional, então é uma bomba de hormônios e muitas tomam como se fosse anticoncepcional e não é. Ela é indicada só para emergências, quando a camisinha estoura, está rasgada e em casos de abuso sexual”, finaliza.

 


Média: Período de Carnaval exige cuidado redobrado com Doenças Sexuais     5,0 estrelas      
Vote nesta matéria


Leia mais notícias de Geral

Imprimir
Comentários
Entre em contato
Envie para um amigo
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Orkut
Compartilhar no Twitter

0 Comentários

publicidade

Enquete

Como você avalia o mandato do prefeito Murilo Zauith até o momento?

  • Ótimo
  • Bom
  • Regular
  • Ruim
  • Péssimo