Dourados, MS - 22 de Agosto de 2017

06/03/2011 10h15

Período de Carnaval exige cuidado redobrado com Doenças Sexuais

Carnaval, viagens, aglomerados de gente, objetos pessoais compartilhados e uso de banheiros coletivos, tudo muito propício para pegar uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). Sim, essas doenças não são só adquiridas por relações sexuais, então é preciso cuidado.
 

 

“Não precisa somente do contato sexual para adquirir essas doenças; tem que cuidar muito em relação aos banheiros. A herpes, por exemplo, pode ser passada pelo vaso sanitário”, explica Micheli Holtermann Lopes, enfermeira e professora da UNIGRAN.
 

 

Para evitar a contaminação, é preciso ter cuidados simples como o de não compartilhar objetos pessoais como toalhas e peças íntimas. “Muita gente vem de fora, vem dormir na casa da colega e aí esquece a toalha, essas doenças passam assim, o HPV tem mais de cem tipos de vírus que você pode pegar”, aponta Micheli.
 

 

O cuidado com essas doenças é fundamental, pois, segundo a professora, muito se fala na atenção à Aids porque ela não tem cura, entretanto, várias outras DST’s também não têm.  “Quando a gente fala em DST a maioria das pessoas se remetem à Aids e acabam se esquecendo das outras. A Aids, é óbvio, não tem cura, porém, o HPV não tem cura, a herpes e várias outras também não”, diz a enfermeira, que ainda alerta “os índices de incidência dessas doenças também são alto”.
 

 

Relação Sexual

 

As DST’s são transmitidas por outros meios como antes mencionado, mas a maior probabilidade de adquiri-las é por meio da relação sexual sem prevenção. “O único meio de se prevenir é com o uso da camisinha, não é com o anticoncepcional, não é com a pílula do dia seguinte, não é com nada disso, é só com o uso da camisinha”, explica Michele, que também adverte: “é interessante as meninas se lembrarem da camisinha feminina, elas também têm que pensar na proteção”.
 

 

O Ministério da Saúde disponibiliza, gratuitamente, nos postos de saúde, preservativos tanto masculinos, quanto femininos. “O interessante do feminino é que a mulher pode colocar por até seis horas, então ela pode usar antes e é um meio de proteção porque, às vezes, a menina quer ficar com o menino e ele não tem camisinha, então, ela leva a sua”, alerta.
 

 

É importante lembrar que as doenças sexualmente transmissíveis, raras vezes podem ser enxergadas a olho nu. “Essas doenças não precisam estar visíveis para você se contaminar, ela pode estar em um período de encubação e você pode estar transmitindo sem nem saber”, explica a enfermeira. Para ter certeza que se cuidou corretamente neste período de festas, a professora também instrui os foliões a procurar os postos de saúde após o carnaval. Segundo ela, há doenças, como a sífilis, que, se descobertas no início, podem ter cura.
 

 

Além das doenças que todos estão sujeitos a adquirir quando não agem com responsabilidade, as mulheres correm um risco a mais: o da gravidez indesejada. Quanto a isso, a enfermeira explica que é melhor se prevenir para não ter que recorrer à pílula do dia seguinte. “Ela equivale a uma cartela do anticoncepcional, então é uma bomba de hormônios e muitas tomam como se fosse anticoncepcional e não é. Ela é indicada só para emergências, quando a camisinha estoura, está rasgada e em casos de abuso sexual”, finaliza.

 








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