Dourados, MS - 23 de Outubro de 2017

17/07/2017 07h57

Vacina contra aftosa é questionada e gera discussão sobre substância

Coreio do Estado

Em Mato Grosso do Sul, últimos episódios da febre aftosa foram registrados há mais de dez anos, em 2005 - Foto: Divulgação/Iagro

Depois do embargo dos Estados Unidos à carne bovina in natura brasileira, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e mais cinco entidades da classe produtora defenderam mudança “imediata” na composição das vacinas contra o vírus da febre aftosa que são aplicadas no rebanho do País.

 

 

Em nota técnica, a principal alteração é a retirada da substância saponina, que foi adicionada à composição da vacina oleosa com o passar do tempo, segundo as entidades.

 

“A alteração é necessária para evitar que reações continuem a trazer prejuízos ao produtor rural e às indústrias frigoríficas”, diz a CNA.

 

As entidades argumentam que a saponina não está prevista na formulação original e que a substância está relacionada à “exacerbada irritação no local da aplicação, que se agrava até casos de edema e severa reação inflamatória”.

 

O documento é assinado pela Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), por associações de frigoríficos (Abiec e Abrafrigo), pelo Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC) e pela Sociedade Rural Brasileira. Nele, além da mudança na fórmula, também é solicitada a redução da dose aplicada, de 5 miligramas para 2 miligramas. Esse pedido, no entanto, levará algum tempo pra ser atendido.

 

Conforme o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emilio Salani, a dose reduzida da vacina chegará ao mercado em 2019.

 

Em nota, as entidades também relataram perdas dos pecuaristas com a vacina. As estimativas indicam que o produtor perde, em média, dois quilos de carne por animal abatido quando as lesões provocadas pela vacinação são encontradas. Por ano, os pecuaristas gastam cerca de R$ 600 milhões para vacinar todo o rebanho brasileiro. 








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